Robótica

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A operação de sistemas autônomos móveis é uma realidade tanto em ambientes industriais quanto acadêmicos. Hoje, jogos de futebol com robôs autônomos coexistem com cachorros mecânicos disponíveis comercialmente enquanto robôs de projetos multimilionários da NASA percorrem o solo marciano [1].

Muitos outros Exemplos aparecem em nosso dia-a-dia, embora talvez um pouco mais afastados dos holofotes da imprensa de massa. Porém, todos possuem um elo de ligação: são sistemas mecatrônicos autônomos [1].

O termo Robô (do tcheco robota – escravo) foi utilizado pela primeira vez em 1923, pelo tcheco Karel Capek em sua peça de Teatro R.U.R (“Rossum’s Universal Robots”). O termo Robótica foi popularizado pelo escritor de ficção cientifica Isaac Asimov, no seu romance “I, Robot” (Eu, Robô), lançado em 1950. Nesse livro Asimov criou três leis, que segundo ele, regeriam os robôs no futuro [2]. São elas:

  1. Um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça;
  2. Um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a Primeira lei;
  3. Um robô deve proteger a sua integridade física, desde que, com isso, não contrarie a Primeira e a Segunda lei.

O desenvolvimento inicial dos robôs baseou-se no esforço de automatizar as operações industriais. Este esforço começou no século XVIII, na indústria têxtil, com o aparecimento dos primeiros teares mecânicos. Com o contínuo progresso da revolução industrial, as fábricas procuraram equipar-se com máquinas capazes de realizar e reproduzir, automaticamente, determinadas tarefas. No entanto, a criação de verdadeiros robôs não foi possível até a invenção do computador em 1940, e dos sucessivos aperfeiçoamentos das partes que o constituem, nomeadamente, em relação à dimensão [3].

O primeiro robô industrial foi o Unimates, desenvolvido por George Devol e Joe Engleberger, no final da década de 50, início da década de 60. As primeiras patentes de máquinas transportadoras pertenceram a Devol, máquinas essas que eram robôs primitivos que removiam objetos de um local para outro. Engleberger, por sua vez, pela construção do primeiro Robô comercial foi apelidado de “pai da robótica”. Outro dos primeiros computadores foi o modelo experimental chamado Shakey, desenhado para pesquisas em Standford, no final da década de 60 [3].

A partir da década de 70, projetos com objetivos mais ambiciosos, tais como exploração, transporte e patrulhamento de ambiente, eram muitas vezes patrocinados por órgãos militares, governamentais e grandes empresas [3].

O primeiro robô móvel a ter sucesso foi o Robart I (ver Figura 1) desenvolvido pela marinha americana entre 1980 e 1982. O Robart I tinha como função patrulhar ambientes fechados à procura de situações anormais tais como indicio de incêndios e vestígios de intrusos [3].

Um robô móvel procura conjugar num só dispositivo a mobilidade de um veiculo autônomo, a capacidade de manuseio e a manipulação de robôs convencionais [5].

Sendo assim, a construção de robôs é uma tarefa fortemente interdisciplinar, envolvendo diversas áreas acadêmicas tais como, Engenharia Mecânica, Elétrica e Computação [2].

Robô

FIGURA 1 – Robô móvel Robart I [4]

               Hoje os robôs podem ser divididos em duas classes principais: (i) os que irão substituir o homem em tarefas que podem comprometer sua integridade física (operação em vácuo, em ambiente submarino, aplicações policiais, entre outros) e (ii) aquelas que visam aumentar o conforto do ser humano (como, por exemplo, a ajuda no cuidado de pacientes, guia de cegos, tarefas do lar, entre outros) [1].

Para que a robótica continue avançando, é de fundamental importância que sejam feitos cada vez mais estudos na área.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1]          TAVARES NETO, R. F. e COELHO, L. S. Planejamento de Rotas para Robôs de Inspeção Usando Um Algoritmo Híbrido de Colônia de Formigas e Algoritmo Cultural – Artigo – Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil.

[2]          SILVA, A. L. V. Arquitetura Compacta para Projeto de Robôs Móveis Visando Aplicações Multipropósitos – Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal de São Paulo, Brasil, 2008.

[3]          Estudo sobre inteligência artificial – HISTÓRIA DA ROBÓTICA, Disponível em: http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/historia_da_robotica.html, Data de acesso: 20/10/2013.

[4]          SPAWAR – Systems Center PACIFIC, ROBART – US Navy, Disponível em: http://www.public.navy.mil/spawar/Pacific/Robotics/Pages/ROBART_1. aspx –ROBART – US Navy, Data de acesso: 20/10/2013.

[5]          ROCHA, R. P. Estado da Arte da Robótica Móvel em Portugal. Universidade de Coimbra, Instituto de Sistemas e Robótica, Portugal, mar 2001.

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Allan Mota

Estudante de Engenharia Elétrica da UFES, integrante da ERUS - Equipe de Robótica da UFES e Fundador do Vida de Silício. Sonhador com uma única pretensão, fazer a diferença.

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